Endocrinologia

Neuroendocrinologia

A Endocrinologia é uma especialidade da medicina que estuda o funcionamento dos hormônios no corpo humano. Estes hormônios são produzidos pelas glândulas endócrinas e atuam na regulação do metabolismo corporal. Como todas as células de nosso corpo possuem receptores hormonais, os hormônios influenciam todas as atividades corporais.

A neuroendocrinologia é a ciência que trata dos distúrbios endócrinos causados por doenças hipofisárias (hipófise = glândula localizada no cérebro, produtora de hormônios controladores da produção de hormônios de muitas outras glândulas do corpo) e hipotalâmicas (hipotálamo = parte do cérebro que controla a hipófise).

A hipófise é responsável pelo controle da tireóide, dos ovários, testículos, glândulas supra-renais e hormônios do crescimento. Acromegalia e Gigantismo, Doença de Cushing, Hiperprolactinemias e Tumores Hipofisários, são algumas das disfunções que avaliamos e tratamos.

 

Aumento de peso, estrias avermelhadas, pelos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele podem significar doenças da glândula supra-renal.

Utilizamos Protocolos de Investigação objetivos e estabelecidos após vários anos de estudos e revisões da literatura. Tais protocolos nos permitem, com clareza, determinar se a manifestação clínica é de origem adrenal ou não.

 

A Endocrinologia Pediátrica é uma área de atuação que requer a interação de conhecimentos pediátricos e de endocrinologia para diagnóstico e tratamento de disfunções hormonais, que se instalam desde o período neonatal até o final da adolescência.Tais alterações hormonais determinam repercussões sobre o crescimento, o desenvolvimento e o metabolismo de um organismo em fase de maturação, devendo, por isso, serem considerados os aspectos peculiares de cada fase do desenvolvimento.

 

O Diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue. Diversas condições podem levar ao diabetes. A classificação atual inclui quatro classes clínicas:

 

DIABETES TIPO 1 (DM 1)

Resulta da destruição da célula beta pancreática (produtora de insulina) usualmente levando à deficiência absoluta de insulina. Tem como quadro clínico mais característico o início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como: sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza. Comumente de início na infância, adolescência ou adulto jovem. O tratamento é feito com insulina desde o diagnóstico e segue para a vida toda.

 

DIABETES TIPO 2 (DM 2)

Resulta de uma diminuição na secreção de insulina devido a efeitos progressivos ocasionados pela resistência à ação da insulina, geralmente associado ao excesso de peso. Corresponde a 90% dos casos. Tem como quadro clínico uma instalação mais lenta dos sintomas – sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros – podem demorar vários anos até se apresentarem. Comumente com início na idade adulta após os 30-40 anos, podendo se apresentar na adolescência, relacionado ao excesso de peso. Se não reconhecido e tratado a tempo, pode evoluir para necessidade de utilização de insulina.

 

Critérios diagnósticos de Diabetes:

  • hemoglobina glicada≥ 6.5% ou
  • glicemia de jejum ≥126mg/dl (jejum de 8 horas) ou
  • glicemia casual, colhida em qualquer horário do dia, independente da última refeição realizada ≥200mg/dl em paciente com sintomas característicos de diabetes ou
  • glicemia ≥200mg/dl duas horas após sobrecarga oral com 75 gramas de glicose

Existem ainda dois grupos de pacientes, identificados por esses mesmos exames, que devem ser acompanhados de perto pois tem grande chance de tornarem-se diabéticos (pré-diabetes). São eles:

  • glicemia de jejum ≥100mg/dl e < 126mg/dl
  • glicemia 2 horas após sobrecarga com 75 gramas de glicose oral entre 140mg/dl e 200mg/dl

 

DIABETES GESTACIONAL

Ocorre quando o diagnóstico de Diabetes é feito durante a gestação. No entanto, devido ao crescimento da epidemia de obesidade e diabetes em mulheres em idade fértil, o número de gestantes com DM2 não diagnosticado tem aumentado. Devido a isso, é razoável rastrear mulheres com fatores de risco para DM já na primeira visita pré-natal, utilizando como critérios diagnósticos descritos acima. O diagnóstico feito nesta ocasião deve ser considerado DM2 e não Gestacional.

A pesquisa de diabetes gestacional deve ser realizada entre a 24 e a 28 semana de gestação, e inclui o teste oral de tolerância à glicose com 75g após um jejum de 8 horas. O diagnóstico é estabelecido com qualquer um dos valores: glicemia de jejum ≥92mg/dl ou ≥180mg/dl 1 hora após a sobrecarga com 75g de glicose ou ≥153 mg/dl2 horas após a sobrecarga com 75g de glicose.

 

OUTROS TIPOS ESPECÍFICOS DE DIABETES

Mais raros e incluem defeitos genéticos da função da célula beta, defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose, fibrose cística), e induzidas por drogas ou agentes químicos (tais como o tratamento para o HIV/AIDS ou após transplante de órgãos).

 

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).

Optamos por oferecer auxílio ao tratamento para pacientes com IMC > 27. Não existem dúvidas de que a redução de peso da ordem de 5% a 10% é uma medida efetiva no sentido de combater as condições mórbidas relacionadas a eventos cardiovasculares e diminuir o risco de desenvolver diabetes.

Não existe fórmula milagrosa para se atingir um peso mais saudável. Não utilizamos dietas extremamente restritivas ou fórmulas medicamentosas. Seguimos o que a literatura e o conhecimento científico têm demonstrado ser mais eficaz e principalmente seguros a longo prazo.

 

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão. Produz hormônios conhecidos como T3 e T4 que atuam nas funções de órgãos muito importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Esses hormônios interferem também no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração e no humor.

 

HIPOTIREOIDISMO

Os níveis destes hormônios são baixos, o corpo funciona mais lentamente: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorre também a diminuição da memória, um cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis do colesterol no sangue e até depressão.

 

HIPERTIREOIDISMO

Com o excesso de hormônio tireoidiano, seu corpo vai funcionar mais depressa: o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, emagrece e por vezes fica muito cansado.

 

NÓDULOS DE TIREÓIDE

Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa, e a avaliação do especialista é decisiva. Uma vez excluído o câncer de tireóide, uma opção terapêutica, é a Alcoolização por Injeção Percutânea de Etanol guiada por ultrassom (IPE). O grande diferencial da IPE aos métodos atualmente empregados (cirurgia, iodo, medicamentos) deve-se ao fato de ser um procedimento rápido, ambulatorial, com mínimos efeitos colaterais, não interferindo nas atividades diárias do paciente e o mais importante, não altera a função hormonal da tireóide.

 

DOENÇAS OSTEOMETABÓLICAS

Os ossos são compostos de um tecido metabolicamente ativo. Em função disso e seguindo vários sistemas de controle, sofrem um processo contínuo de renovação e remodelação. O reconhecimento crescente da osteoporose como doença multifatorial e potencialmente relacionada a uma morbidade elevada, quando não diagnosticada precocemente, aumentou muito o interesse médico e da população em geral em obter mais informações sobre esta doença.

 

ENDOCRINOLOGIA GINECOLÓGICA

Nesta área da Endocrinologia abordamos as patologias hormonais que se apresentam nas mulheres. As mais comuns são a irregularidade menstrual de causa hormonal, excesso de pelos, acne, oleosidade na pele e queda de cabelo. Estas patologias geralmente estão  associadas a uma maior produção ou ação de hormônios masculinos.

 

COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS

A alimentação errada e algumas doenças podem levar ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos em adultos e crianças. Com um tratamento adequado, o risco de futuras complicações cardiovasculares é reduzido.

 

METABOLISMO MUSCULAR

A perda da massa muscular com o envelhecimento é apontada como fator fundamental para o desenvolvimento de uma série de doenças cardiovasculares e diabetes. Oferecemos orientações objetivas e práticas para preservação da massa muscular.

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